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MERCADO IMOBILIÁRIO

Vendas do Minha Casa, Minha Vida perdem fôlego em São Paulo

Rigor na análise de crédito da Caixa e paralisação de funcionários reduzem a velocidade de comercialização de imóveis no programa habitacional.

Redação Wider

25 de outubro de 2026
2 min de leitura
Vendas do Minha Casa, Minha Vida perdem fôlego em São Paulo

Sete em cada dez imóveis vendidos na cidade de São Paulo em agosto estavam enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida. Apesar de continuar sendo o principal motor do mercado imobiliário local, a velocidade de vendas do segmento apresentou desaceleração, passando de 13% em julho para 11,5% em agosto, conforme dados do Secovi-SP analisados pelo BTG Pactual.

O BTG Pactual atribui a queda na velocidade de vendas ao aumento do rigor da Caixa Econômica Federal na aprovação de financiamentos para compradores de baixa renda. A instituição, que responde por cerca de dois terços do crédito habitacional do país e concentra a maior parte dos financiamentos do programa, passou a aplicar critérios mais estritos em meio ao alto endividamento das famílias.

O aperto nas condições de crédito ocorreu em etapas ao longo do terceiro trimestre. Em julho, a Caixa reduziu por dez dias o limite de comprometimento de renda permitido aos clientes, de 30% para 27%. Em setembro, uma greve de 19 dias dos funcionários do banco causou atrasos na assinatura de contratos e na liberação de recursos, impactando diretamente o fluxo de vendas na planta.

A velocidade de vendas, medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta), representa a porcentagem do estoque disponível que foi comercializado no período. O setor considera essa métrica um dos principais termômetros para avaliar a saúde e a dinâmica do mercado imobiliário.

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