Vendas do Minha Casa, Minha Vida perdem fôlego em São Paulo
Rigor na análise de crédito da Caixa e paralisação de funcionários reduzem a velocidade de comercialização de imóveis no programa habitacional.
Redação Wider
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Sete em cada dez imóveis vendidos na cidade de São Paulo em agosto estavam enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida. Apesar de continuar sendo o principal motor do mercado imobiliário local, a velocidade de vendas do segmento apresentou desaceleração, passando de 13% em julho para 11,5% em agosto, conforme dados do Secovi-SP analisados pelo BTG Pactual.
O BTG Pactual atribui a queda na velocidade de vendas ao aumento do rigor da Caixa Econômica Federal na aprovação de financiamentos para compradores de baixa renda. A instituição, que responde por cerca de dois terços do crédito habitacional do país e concentra a maior parte dos financiamentos do programa, passou a aplicar critérios mais estritos em meio ao alto endividamento das famílias.
O aperto nas condições de crédito ocorreu em etapas ao longo do terceiro trimestre. Em julho, a Caixa reduziu por dez dias o limite de comprometimento de renda permitido aos clientes, de 30% para 27%. Em setembro, uma greve de 19 dias dos funcionários do banco causou atrasos na assinatura de contratos e na liberação de recursos, impactando diretamente o fluxo de vendas na planta.
A velocidade de vendas, medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta), representa a porcentagem do estoque disponível que foi comercializado no período. O setor considera essa métrica um dos principais termômetros para avaliar a saúde e a dinâmica do mercado imobiliário.
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