Justiça do Paraná revoga prisão de morador de Concórdia investigado por tráfico
Magistrado de Pato Branco absolveu o suspeito após Ministério Público apontar insuficiência de provas na Operação Matrioska.
Redação Wider

A Justiça do Paraná determinou a revogação da prisão preventiva de um morador de Concórdia investigado por suspeitas de tráfico de drogas e organização criminosa. A decisão foi proferida na quarta-feira (21) pelo juízo de Pato Branco, que expediu o alvará de soltura condicionado à inexistência de outras ordens de prisão contra o investigado.
Segundo o documento judicial, o magistrado identificou dúvidas relevantes sobre a participação do homem na organização criminosa após a fase de produção de provas. O juiz apontou que os depoimentos colhidos durante a instrução processual não apresentaram elementos suficientes para sustentar a acusação formal contra o morador de Concórdia.
O Ministério Público do Paraná, que denunciou o homem no âmbito da Operação Matrioska, manifestou-se favoravelmente à revogação da prisão. Nas alegações finais, a Promotoria solicitou a absolvição do investigado, reconhecendo a fragilidade probatória para a condenação. A Operação Matrioska apura a atuação de um suposto grupo criminoso com ramificações em diferentes estados, no qual dezenas de suspeitos foram denunciados.
A defesa do morador de Concórdia foi conduzida pela advogada Daiane Vanzo, que acompanhou o processo e encaminhou o pedido que resultou na decisão judicial. A revogação da prisão preventiva encerra a restrição de liberdade do investigado, que poderá responder ao processo em liberdade, caso haja continuidade da ação penal, embora a solicitação de absolvição pelo Ministério Público indique a tendência de arquivamento ou encerramento da imputação específica.
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