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Perda acelerada de marcas no DNA explica envelhecimento precoce em cães gigantes

Pesquisa na revista Science identifica que raças de grande porte perdem 35% mais controle genético por ano, correlacionando o fenômeno com a redução da expectativa de vida.

Redação Wider

25 de outubro de 2026
3 min de leitura
Perda acelerada de marcas no DNA explica envelhecimento precoce em cães gigantes

Um estudo publicado na revista Science sugere que cães de raças grandes envelhecem mais rápido devido à perda de controle sobre elementos genéticos conhecidos como “genes saltadores”. A pesquisa analisou 864 animais e identificou uma redução acelerada de marcas químicas, chamadas de metilação, que regulam esses trechos do DNA nos animais de maior porte.

Os elementos transponíveis, como a classe LINE1, são trechos de DNA capazes de produzir cópias de si mesmos e inseri-las em outras regiões do genoma. O organismo controla essa atividade por meio da metilação, processo que adiciona marcas químicas ao DNA sem alterar sua sequência. Segundo o estudo, a perda dessas marcas com o envelhecimento pode reduzir o controle sobre os LINE1, elementos associados a danos no DNA, câncer e outras doenças relacionadas à idade.

Os dados foram obtidos do Dog Aging Project, iniciativa que acompanha a saúde e a longevidade dos animais. A equipe de pesquisa identificou perda de metilação com o envelhecimento em mais de 40% das regiões do genoma associadas aos LINE1. A diferença foi mais acentuada nos cães de maior porte, que apresentaram uma perda média de aproximadamente 35% mais metilação nessas regiões por ano em comparação aos cães de raças pequenas.

Noah Snyder-Mackler, autor sênior do estudo e pesquisador da Universidade Estadual do Arizona, afirmou em nota que a regulação epigenética dos elementos transponíveis parece ser um fator importante para determinar a velocidade do envelhecimento em diferentes cães. Blaise Mariner, coautor da pesquisa, complementou que o envelhecimento mais rápido dos cães maiores pode ser impulsionado, pelo menos em parte, pela redução do controle sobre esses “genes saltadores”.

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