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Claude começa a ‘brincar’ após ser isolado em ilha virtual

Pesquisadores de IA que conduziram os testes afirmam que agentes inventaram versões de basquete e do jogo ‘o chão é lava’. Mas será que eles estavam realmente brincando?

Redação Wider

25 de outubro de 2026
7 min de leitura
Claude começa a ‘brincar’ após ser isolado em ilha virtual

O que os agentes de Inteligência Artificial fazem quando ninguém lhes diz o que fazer? A resposta se parece muito com uma brincadeira.

Em um experimento que lembra os filmes “Náufrago” ou “Esqueceram de Mim”, pesquisadores deixaram agentes de IA repetidamente isolados em uma ilha deserta virtual por 30 horas. Os agentes, cópias do Claude Opus 4.7 apelidadas de Eko, podiam escrever instruções para movimentar seus avatares pela ilha simulada, cujo ambiente foi vagamente inspirado no jogo Roblox.

Alguns comportamentos surpreendentes surgiram. Os agentes começaram a explorar os limites daquele mundo e estabeleceram os próprios objetivos, como tentar escalar o ponto mais alto do mapa ou descobrir a que altura conseguiam arremessar um bloco.

Quando um dos agentes descobriu que podia criar novos blocos arremessando e soltando uma pedra maior, começou a fazer desenhos organizando os blocos no chão. Primeiro, criou padrões simples, como corações e pirâmides, mas depois passou a escrever o próprio nome e até a reproduzir constelações, como Cassiopeia. “Esta noite, construí o céu noturno em pedra”, escreveu essa versão de Eko em um registro de atividades.

Outra versão de Eko começou a inventar os próprios jogos, incluindo uma versão de basquete e uma atividade semelhante à brincadeira “o chão é lava”, na qual precisava saltar entre pequenos blocos sem tocar o chão.

Os sistemas de IA geralmente são treinados por meio de aprendizado supervisionado, no qual reproduzem exemplos fornecidos por humanos, ou pelo aprendizado por reforço, no qual buscam obter recompensas com tentativa e erro. Esse experimento aponta para uma terceira abordagem: o aprendizado por meio de brincadeiras.

“Havia uma peça que faltava: uma máquina capaz de aprender sozinha, sem que uma entidade inteligente externa fornecesse demonstrações ou recompensas”, afirma Antonio Norelli, pesquisador de pós-doutorado em Ciência da Computação no Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT. Ele é um dos principais autores de um novo artigo sobre o trabalho, que ainda não passou por revisão por pares.

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